Com a pandemia, o assunto da Educação a Distância se tornou pauta diária. Veja como usar EaD para a capacitação em cooperativas

O assunto EaD é bastante debatido faz tempo. No Brasil, há pontos polêmicos e muita resistência à implantação integral desse sistema de educação. No entanto, a pandemia trouxe o cenário de isolamento social, o que tem obrigado todos os setores a se reinventarem. Isso é válido também para a educação corporativa.

Apesar das transformações impostas pela pandemia, o uso do EaD para capacitação em cooperativas e outras instituições não é novo. Aliás, nem educação a distância é um conceito novo. A seguir, contaremos um pouco da história dessa modalidade e como ela pode ser usada atualmente  para investir na capacitação em cooperativas. Vem com a gente!

De onde veio a EaD?

No ocidente, conforme a UNESCO, há registros de redes de comunicação que permitiam troca de informações e conhecimentos deliberadamente destinados à instrução já na Grécia Antiga. Ou seja, a EaD começou por meio de troca de cartas. 


Aqui no Brasil, se você é mais velho, talvez se lembre dos cursos por correspondência ou mesmo do famoso Telecurso. Hoje em dia, há uma enorme quantidade de cursos disponíveis pela internet. Em outras palavras, o que há de novo na EaD são as mídias pelas quais o conhecimento pode ser veiculado. No caso de plataformas online, são muito comuns os vídeos, animações, infográficos, além dos textos escritos e outros recursos pedagógicos específicos.

Aliás, é importante fazer essa observação: não é porque está na internet que é verdade ou que fará diferença em seu currículo! Aqui no Brasil, o crescimento vertiginoso da EaD ocorreu com políticas educacionais adotadas entre 2002 e 2010, principalmente. A ideia era de massificar o acesso ao conhecimento e ao ensino superior. Notadamente, uma plataforma online costuma ser significativamente mais barata do que um complexo de salas de aula, laboratórios, centros de pesquisa, entre outras estruturas que compõem uma Universidade. Portanto, a educação consegue ganhar uma escalabilidade que não seria possível de outra forma. Esse é o lado bom da história. O lado não tão bom – que recebe muitas críticas – é que a EaD requer uma metodologia específica, e a massiva maioria da educação brasileira não está preparada para isso. Nem do ponto de vista de treinamento do pessoal e nem de infraestrutura.

Que modalidades de EaD existem?

A lei brasileira que regulamenta a EaD é o Decreto-Lei nº 2.494 de 10 de fevereiro de 1998. Para a lei, a Educação a Distância é definida como:

“uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados (…)”.

Atualmente, há vários avanços que possibilitaram o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação para permitir o acesso crescente à educação por meio de EaD. Para entender as modalidades de educação que existem no país, é necessário mencionar a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996). Nesse sentido, além dos níveis básico e ensino superior, a lei define também as modalidades em:

No caso da Educação a Distância, portanto, deve seguir a metodologia proposta na LDB por meio do Decreto nº 5622 de 19 de dezembro de 2005. Conforme esse Decreto, além das modalidades acima, é possível oferecer em formato EaD também:

Como usar EaD em educação corporativa?

Uma vantagem grande da EaD via internet é o alcance que os cursos podem ter. Isto é, o profissional que está buscando se atualizar tem mais chance de encontrar a qualificação de que necessita procurando em sites de busca, tais como Bing e Google. Com o contexto atual, a EaD já não é mais opcional, o que tem aumentado ainda mais a busca por qualificação profissional por meio de cursos online.

Nesse cenário, é importante destacar a intensa transformação digital que o setor financeiro como um todo já vinha passando. Isso está ainda mais forte agora com a pandemia, obrigando tanto cooperativas quanto outras instituições a se atualizarem rapidamente. Sendo assim , os funcionários de cooperativas precisarão realizar vários tipos de capacitação para serem capazes de manipular os processos digitais . Sobre esse ponto, estudos apontam que muitas instituições financeiras focam mais na entrega final do produto ao cliente do que na melhoria de processos. Isso, além de aumentar custos e implicar em perda de margens, é um grande obstáculo à transformação digital, já que a virtualização só é possível ao se conhecerem os processos profundamente.

Outro ponto importante é a experiência do usuário, também conhecida como UX (User Experience). Como uma grande quantidade dos processos passa a ser virtualizada, o usuário precisa entender todo o onboarding para querer aderir ao produto. Mas, como é que os funcionários de cooperativas de hoje vão saber como proporcionar uma boa experiência aos usuários? A solução, claro, é a capacitação. A boa notícia é que existem muitas capacitações de qualidade disponíveis na internet hoje.

Um aspecto muito interessante que a EaD na educação corporativa resolve é o conflito de horários. Vamos supor que a sua cooperativa optou por treinar os funcionários em UX Design: como encontrar um horário que sirva para todos sem comprometer o funcionamento da cooperativa? Tradicionalmente, é necessário que a instituição de ensino se desloque para a empresa, usando as estruturas (que podem inclusive não existir) da própria cooperativa para oferecer o treinamento. No entanto, com o ambiente virtual de aprendizado, é possível usar uma plataforma EaD corporativa que permita o funcionário acessar o conteúdo quando possível.

Assim, a EaD no Brasil ainda precisa de muitas melhorias. No entanto, para a educação corporativa em cooperativas e instituições financeiras, essa modalidade é essencial para assegurar a competitividade e boa experiência do usuário na empresa.

Quer saber mais sobre EaD em cooperativas? Fique ligado em nosso blog que logo mais teremos novidades!